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22/07/2022 19:27Conta de SistemaCanceladoInstitucional
00IJC (Adm Conteudo)

Com a hashtag #nossotrabalhosemisuturacomoseu, campanha mostra que a inclusão profissional das pessoas com deficiência pode ir muito além do cumprimento da Lei de Cotas. A inclusão e a diversidade devem andar juntas, inseridas nas dimensões do ESG, para guiar a jornada da inclusão profissional nas empresas.

 

O Instituto Jô Clemente (IJC), referência nacional na inclusão de pessoas com deficiência intelectual e/ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), lança no proximo dia 24 de julho - em referência ao aniversário da Lei de Cotas - a campanha "Nosso Trabalho se Mistura com o Seu" sobre inclusão profissional das pessoas com deficiência.

O objetivo da campanha, que terá duração de 1 mês, é o de alertar a sociedade e os órgãos governamentais de que, muito além da Lei de Cotas, diversidade e inclusão devem andar de mãos dadas e que a inclusão de pessoas com deficiência pode se transformar em diferencial competitivo para as empresas.

A data de início da campanha marca o aniversário de 31 anos da promulgação da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, conhecida como Lei de Cotas, que diz no Artigo 93: "A empresa com 100 (cem) ou mais empregados está obrigada a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência, habilitadas".

A participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal se mantém estável, mas num patamar muito baixo: segundo dados da relação anual de informações sociais (Rais), um relatório de informações socioeconômicas solicitado pelo Ministério do Trabalho e Emprego anualmente às empresas, em 2019 as pessoas com deficiência ocupavam 1,09% das vagas de emprego formais e em 2020 representavam 1,07% dessas vagas. Em relação ao estoque de empregos por tipo de deficiência, os trabalhadores com deficiência intelectual ocupam o último lugar do público contratado (9,23%), antecedidos por aqueles com deficiência visual (16,68%), auditiva (17,89%) e física (44,46%).

"A inclusão profissional de pessoas com deficiência ainda é um desafio. Os números nos mostram que, mesmo depois de 30 anos, a Lei de Cotas ainda não é plenamente cumprida. Temos sim muito a celebrar, porque já avançamos bastante e sem a lei dificilmente teríamos um grande número de pessoas com deficiência empregadas. Entretanto, ainda há muitos desafios pela frente, especialmente pelas constantes ameaças que essa lei sofre em diferentes esferas do poder público. Infelizmente há resistência por parte de alguns setores da sociedade, o que dificulta o cumprimento da lei. Existe ainda uma ideia errônea de que pessoas com deficiência não são capazes de assumir postos de trabalho", diz Flávio Gonzalez, executivo de Negócios Sociais do IJC.

Segundo a última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2019 e divulgada em agosto de 2021 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma a cada quatro pessoas com deficiência com 14 anos ou mais estão desocupadas, o que representa mais do que o dobro dos desocupados sem deficiência.

"Esses números são extremamente preocupantes do ponto de vista da subsistência das pessoas com deficiência, pois apesar de existirem benefícios próprios dirigidos a esse público, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), por exemplo, eles não abarcam todas as pessoas com deficiência, somente aquelas que se encontram em vulnerabilidade extrema", avalia Víctor Martinez, supervisor do Serviço de Inclusão Profissional e Longevidade do IJC.

Em 2013, o IJC se tornou uma instituição formadora de aprendizagem e adotou a Metodologia do Emprego Apoiado, utilizada em diversos países, na qual jovens e adultos com deficiência intelectual são incluídos e recebem apoio técnico no próprio local de trabalho por, pelo menos, 12 meses. Com isso, pessoas que historicamente encontravam dificuldades para o trabalho recebem o suporte necessário para sua efetiva inclusão e permanência no emprego.

Desde 2013, o IJC já incluiu mais de 3,5 mil pessoas com deficiência intelectual em mais de 50 empresas e órgãos públicos. Nos últimos anos, a taxa de retenção dessas pessoas tem sido de mais de 90%. "Nós realizamos um trabalho com o objetivo de criar uma cultura de valorização da diversidade e equidade. Por outro lado, conhecemos de perto cada pessoa e procuramos identificar seus pontos fortes, interesses e necessidades de apoio. São oferecidos cursos e orientações diversas, antes e depois da inclusão, de acordo com as características individuais de cada colaborador e necessidades da empresa. Cabe a nós, enquanto sociedade civil, buscarmos efetivamente contribuir com a construção de um País mais inclusivo", completa Víctor.

Para o Instituto Jô Clemente (IJC), praticar e implementar a diversidade e a inclusão exige muito mais do que cumprir a Lei de Cotas. "Elas devem andar de mãos dadas com a cultura da inovação para novas e boas práticas. Equipes diversificadas agregam novos olhares, perspectivas e propostas para uma sociedade mais humana, colaborativa e justa. É isso que as iniciativas em ESG (do inglês Environmental, Social, Governance) estimulam e que as empresas que protagonizam o movimento por um mundo mais inclusivo devem estar empenhadas, podendo contar com nosso apoio", conclui Daniela Mendes, Superintendente Geral do IJC.


22/07/2022 18:45IJC (Adm Conteudo)22/07/2022Sim 186
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Aprovado10 KB APAE - NotíciasNo aniversário da Lei de Cotas, Instituto Jô Clemente (IJC) lança a campanha “Nosso Trabalho se Mistura com o Seu” para alertar sobre a inclusão profissional de pessoas com deficiência3.0
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13/07/2022 18:44Conta de SistemaCanceladoSaúdeIJC (Adm Conteudo)
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Estudo inédito no Brasil aponta que o uso de memantina é um potencial tratamento para melhorar a cognição de pessoas com T21


O periódico The Lancet Neurology, revista médica número um do mundo na área de Neurologia, publicou em janeiro de 2022 uma pesquisa (clique aqui para acessá-la) financiada pela Alana Foundation e que foi liderada pelo neurocientista Alberto Costa, nos Estados Unidos, e pela pediatra Ana Claudia Brandão, no Brasil.

Os resultados mostram que a utilização de memantina, medicamento recomendado para o tratamento de indivíduos com Alzheimer, pode ser uma opção futura de tratamento para pessoas com Trissomia 21 (T21).

No mundo ainda não existem muitas pesquisas sobre a Trissomia 21 (T21) e, sem esses estudos, a descoberta de novos tratamentos, medicamentos e abordagens pedagógicas para as pessoas com T21 se torna improvável.

 

Laís Fleury, diretora da Alana Foundation, ressalta que esse estudo abre portas para um debate ainda maior sobre tratamentos que promovam a saúde da pessoa com T21 e que parte dos testes de avaliação cognitiva aplicados no estudo são inéditos no Brasil, mas seguem parâmetros já utilizados em outros países. "Acreditamos que a participação crescente de pessoas com T21 na sociedade traz benefícios para todos nós. Com essa pesquisa queremos trazer mais ferramentas para que essas pessoas possam ampliar a atuação e protagonismo nas escolas, mercado de trabalho e sociedade como um todo", avalia a executiva.

 

Apesar de não ter demonstrado a eficácia esperada no desempenho cognitivo dos participantes, a pesquisa levantou a possibilidade de que pessoas com T21 podem metabolizar medicamentos, como a memantina, de uma forma não usual. O estudo ainda levanta a hipótese de que tratamentos com dosagens maiores possam beneficiar as pessoas com T21. Essa descoberta abre espaço para novos debates sobre tratamentos capazes de melhorar os déficits cognitivos associados à T21.

 

Ainda serão necessárias novas etapas para que a equipe responsável possa avaliar se essa hipótese se confirma, pois assim será possível ter certeza de que a memantina pode melhorar as funções cognitivas e ter impacto na qualidade de vida das pessoas com Trissomia 21. A pesquisa foi financiada pela Alana Foundation, com apoio da Awakening Angels Foundation (EUA), em parceria com instituições dos Estados Unidos e do Brasil.


11/07/2022 14:18IJC (Adm Conteudo)11/07/2022Sim 185
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24/06/2022 18:36Conta de SistemaAprovadoInstitucional
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Evento ocorre dia 2 de julho no Conjunto Nacional e apresenta, em primeira mão, edição comemorativa pelos 35 anos da marca

 

A CASACOR São Paulo recebe convidados para sua avant première 2022 no dia 2 de julho, sábado, das 20h às 22h. No ano em que completa 35 anos, a maior experiência do viver das Américas leva a edição comemorativa de sua principal mostra – que ocorre entre 5 de julho e 11 de setembro - para o coração de São Paulo: o Conjunto Nacional (na Avenida Paulista, nº 2.073), um dos mais importantes marcos arquitetônicos da cidade.

 

A venda de convites para a festa de lançamento da mostra ocorre em parceria com o Instituto Jô Clemente (IJC), referência na inclusão de pessoas com deficiência intelectual. O IJC receberá 100% dos valores arrecadados na ação.

 

O valor dos convites para a avant première é de R$ 500,00 e a compra pode ser feita pelo link exclusivo: https://casacor.byinti.com/#/event/avant-premiere-casacor-sao-paulo-acao-beneficente.

 

"Há 61 anos nossa história se mistura com a história da cidade de São Paulo. Por isso, estamos muito orgulhosos de fazer parte da comemoração dos 35 anos da CASACOR, uma das exposições mais icônicas da nossa cidade. E ainda por cima com um objetivo nobre, que é o de contribuir para que o Instituto Jô Clemente (IJC) continue a lutar pela causa da deficiência intelectual no Brasil", afirma Michel Fábio Brull, Presidente do Conselho de Administração do Instituto Jô Clemente (IJC).

 

A festa terá início às 20h e segue até 22h. Os convidados verão, em primeira mão, a Exposição CASACOR 35 anos e os 59 ambientes criados pelo superelenco da mostra, que traz 60 escritórios de jovens talentos e nomes consagrados da arquitetura e do design brasileiros para ocupar mais de 10 mil m², entre estúdios, lofts, ilhas de bem-estar e operações de restaurante, bar e café.

 

O tema deste ano é Infinito Particular e faz referência às casas biográficas que vão além dos estilos, convidando os visitantes a refletir sobre a necessidade de projetar ambientes que priorizem o bem-estar físico, mental e espiritual, a harmonia, o equilíbrio e o conforto.

 

Serviço:

Avant première - CASACOR  São Paulo 2022 (com 100% da renda revertida para o IJC)

Onde: Conjunto Nacional (Avenida Paulista, nº 2.073)

Quando: 2 de julho de 2022

Horário: das 20h às 22h

Bilheteria exclusiva:

https://casacor.byinti.com/#/event/avant-premiere-casacor-sao-paulo-acao-beneficente.

24/06/2022 17:38IJC (Adm Conteudo)24/06/2022Sim 180
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31/05/2022 17:48Conta de SistemaSaúde
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Com as hashtags #testedopezinhoparatodos e #testedopezinhoampliadoparatodos, campanha lançada neste 1º de junho visa conscientizar a sociedade sobre a necessidade de se fazer a Triagem Neonatal


Com o objetivo de conscientizar o poder público e a sociedade civil sobre a importância do Teste do Pezinho, especialmente o Teste do Pezinho Ampliado, estamos lançando neste 1º de junho a 6ª edição da Campanha Junho Lilás, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMS/SP), Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal Erros Inatos do Metabolismo (SBTEIM) e União Nacional dos Serviços de Referência em Triagem Neonatal (Unisert).


“Nosso intuito é orientar a sociedade sobre a necessidade de se fazer o Teste do Pezinho e de expandir a todos os bebês brasileiros o acesso ao Teste do Pezinho Ampliado para o diagnóstico precoce de dezenas de doenças graves e raras, que demandam intervenções clínicas, emergenciais e tratamentos específicos”, afirma Daniela Mendes, nossa Superintendente Geral e presidente da Unisert. Segundo ela, “é fundamental o diagnóstico precoce de doenças que podem ter sequelas gravíssimas se não tratadas com urgência, por isso, o sistema de saúde deve oferecer a triagem e o acompanhamento adequado, assegurando que todos tenham acesso aos recursos necessários para sua qualidade de vida”, diz.


Em 6 de junho, será realizado um evento na Câmara dos Vereadores de São Paulo para celebrar o decreto 17.745, de 12 de janeiro de 2021, que institui o Dia Municipal do Teste do Pezinho na capital paulista em 6 de junho, mesmo dia em que se comemora do Dia Nacional do Teste do Pezinho. A lei é autoria da vereadora Sonaira Fernandes. O evento será transmitido nas nossas redes sociais oficiais e da TV Câmara SP.


Ao longo de todo o mês, realizaremos diversas ações nas redes sociais, contando com o apoio de celebridades e influenciadores, além da médica pediatra doutora Ana Escobar, embaixadora oficial da Campanha Junho Lilás. “A campanha deste ano propõe um diálogo com a sociedade, com o intuito de orintar pais, mães e cuidadores sobre o que é o Teste do Pezinho e qual a importância para a saúde do bebê”, afima Priscilla de Arruda Camargo, gerente da nossa área de Marketing e Comunicação.


Serviço:

Evento Dia Municipal do Teste do Pezinho:

Quando: 6 de junho, a partir das 14h

Onde:

Para a imprensa e convidados: Palácio Anchieta – Câmara dos Vereadores de São Paulo – Sala Prestes Maia (Viaduto Jacareí, 100);

Para o público:
TV Câmara SP - Yotube
facebook.com/institutojoclemente

youtube.com/InstitutoJoClementeIJC



A importância da realização do Teste do Pezinho Ampliado


Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, realizamos o Teste do Pezinho Ampliado para os bebês nascidos na rede pública da capital paulista

Na maior parte do país, o Teste do Pezinho oferecido na rede pública pelo Sistema Único de Saúde (SUS) contempla a análise de seis doenças (fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme e demais hemoglobinopatias, hiperplasia adrenal congênita e deficiência biotinidase). Já o teste ampliado pode detectar 50 doenças*. Na capital paulista, os bebês nascidos na rede pública já têm acesso ao Teste do Pezinho Ampliado.


“Todos os bebês nascidos nas unidades municipais têm acesso ao Teste do Pezinho Ampliado, que detecta 50 doenças. Essa importante parceria com o Instituto Jô Clemente (IJC), que é um dos principais serviços de referência em Triagem Neonatal, nos permitiu esse avanço no diagnóstico precoce de doenças, garantindo o acompanhamento correto e mais qualidade de vida para as nossas crianças”, afirma o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco.


“O diagnóstico precoce é capaz de descobrir doenças genéticas, congênitas, infecciosas, Erros Inatos do Metabolismo e da Imunidade e, assim, realizar a intervenção precoce e oportuna, evitar danos relacionados ao desenvolvimento neuropsicomotor, sequelas, internações e mortes, proporcionando qualidade de vida à criança e à sua família”, explica a Dra. Athenê Maria de Marco França Mauro, (diretora Divisão - Ciclos de Vida – Saúde da Criança e do Adolescente da SMS/SP).


De acordo com Dr. Antonio Condino Neto, médico imunologista e consultor técnico do nosso laboratório, “quanto mais doenças raras a Triagem Neonatal puder detectar, melhor para a saúde do bebê”, diz. “É necessário que os bebês tenham acesso a exames mais completos, para evitarmos sequelas e problemas sérios de saúde na criança”.


Um estudo apresentado pelo médico e já aprovado pela Associação Médica Brasileira (AMB) indica que uma criança triada, tratada e curada de Imunodeficiência Combinada Severa (SCID) -- um dos Erros Inatos da Imunidade -- até os três meses de idade representa à medicina privada cerca de R$ 1 milhão em decorrência de todos os procedimentos adotados, que incluem transplante de medula óssea e acompanhamento clínico. Entretanto, se não houver a triagem e, consequentemente, a intervenção clínica adequada, esse custo pode chegar a R$ 4 milhões e com grandes chances de o bebê ir a óbito antes de um ano de vida. “São duas doenças graves em que a criança nasce sem o sistema imunológico completamente formado, ficando suscetível a diversas enfermidades, podendo ir a óbito antes de um ano de vida se não houver o diagnóstico e a intervenção precoce”, explica Dr. Condino.


“De forma semelhante aos dados de pacientes com Erros Inatos da Imunidade, pesquisa que desenvolvemos em parceria entre Universidade de São Paulo (USP) e Instituto Jô Clemente (IJC) demonstra que triar para a Hiperplasia Adrenal Congênita, três milhões de recém-nascidos por ano no Brasil possui custo bem menor do que o relacionado ao tratamento das complicações do diagnóstico clínico tardio, além do impacto na qualidade de vida”, comenta a Dra. Tânia Bachega, docente na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal Erros Inatos do Metabolismo (SBTEIM).


Dra. Fernanda Monti, neurologista infantil e consultora em Erros Inatos do Metabolismo no nosso laborartório, reforça a necessidade de se expandir o acesso ao Teste do Pezinho Ampliado para toda a população. Ela afirma que “nos primeiros dias de vida, a maior parte das crianças não manifesta sintomas de diversas doenças, mas isso não quer dizer que não exista algo. É por esse motivo que o Teste do Pezinho é feito após as primeiras 48 horas e até o 5º dia de vida do bebê. Esse é o período mais adequado para detectarmos precocemente anormalidades, mesmo assintomáticas, como ocorre na maior parte dos casos. Quando os sintomas aparecem sem que haja um diagnóstico precoce, pode ser tarde”, comenta.


“O grande número de erros no metabolismo existentes pode resultar em quadros clínicos diversos, variando desde pacientes assintomáticos até casos mais graves, incluindo situações em que o bebê vai a óbito. O foco da Triagem Neonatal Ampliada é evitar sequelas como a deficiência intelectual, além de melhorar a qualidade de vida do paciente tratado precocemente e melhorar o custo-efetividade do sistema de saúde. Frisamos, ainda, que é fundamental estar atento às manifestações clínicas”, completa a médica.


Sônia Hadachi, coordenadora do nosso laboratório, comenta que a disponibilidade do Teste do Pezinho Ampliado a todos os bebês geraria uma redução de custo aos cofres públicos. “Temos como base um artigo (Feuchtbaum et al), publicado no início dos anos 2000, na Califórnia (EUA). Nesse estudo, feito com 540 mil bebês que tiveram acesso ao Teste do Pezinho Ampliado, houve uma economia de até US$ 9 milhões ao longo dos anos com custos esperados para cuidados médicos durante a vida. O artigo mostra que 83 crianças apresentaram diagnóstico positivo para pelo menos uma doença. Aqui no Brasil, como o teste ampliado é oferecido pelo SUS apenas em algumas regiões - como na rede pública do município de São Paulo - fica difícil a mensuração dos ganhos ao realizar rapidamente o diagnóstico precoce, principalmente quando pensamos em tempo de internação, exames confirmatórios e demais custos associados. Ainda não existem estudos que evidenciem essa redução no impacto financeiro, mas acreditamos que a prevenção e o diagnóstico precoce sempre são o melhor caminho para evitar custos maiores”, diz.


A Lei 14.154/2021, sancionada em 26 de maio de 2021 pelo Presidente da República, com previsão para entrar em vigor um ano após a divulgação no Diário Oficial da União, ampliou para 53 a lista de doenças a serem investigadas no Teste do Pezinho feito pela rede pública em todo o país e divide essa ampliação em etapas. ”Trata-se de uma conquista importante, mas que ainda não está em andamento como estava previsto. Além disso, quando falamos em ampliação do Teste do Pezinho, precisamos considerar que é necessário ter em todo o país centros de referência para tratar as doenças via SUS, como está sendo feito no município de São Paulo, onde a rede pública de saúde está preparada para triar os bebês e acompanhar os casos com diagnóstico positivo, oferecendo todos os recursos necessários”, comenta Daniela Mendes.


Pioneiros no país, implementamos o Teste do Pezinho no Brasil em 1976 e, desde 2001, somos um Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN) credenciado pelo Ministério da Saúde, tendo sido um dos principais responsáveis pelo surgimento das leis que obrigam e regulamentam esta atividade, que se tornou conhecida por "Teste do Pezinho”. Atualmente, somos responsáveis pela realização da triagem de 82% dos bebês nascidos vivos na capital paulista (sistema público e privado de saúde). Se considerada apenas a rede pública da cidade de São Paulo, somos responsáveis por 100% dos exames dos bebês nascidos vivos. No Estado de São Paulo, 67% dos exames dos recém-nascidos são feitos pelo nosso laboratório, que é o maior do Brasil em número de exames realizados de Triagem Neonatal. Desde a implantação, já triamos mais de 17,5 milhões de crianças brasileiras. Somente em 2021, foram triados 354.344 bebês, totalizando 2.836.062 exames.


Contamos ainda com um sistema de Busca Ativa customizada. “Esse é um sistema muito importante, porque realiza a convocação imediata de todos os recém-nascidos que apresentam alteração no Teste do Pezinho. Caso seja solicitada a recoleta, é fundamental fazê-la imediatamente”, explica Mirella Carneireiro, supervisora do nosso Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN). Possuímos, também, o Ambulatório de Triagem Neonatal, que é um centro de referência em fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito e deficiência de biotinidase, doenças que podem evoluir para deficiência intelectual se não forem tratadas da maneira correta.


Para desenvolver pesquisas a respeito das doenças raras diagnosticadas no Teste do Pezinho, contamos com o Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (CEPI), que atua em parceria com universidades, pesquisadores e empresas para disseminar conhecimento técnico-científico, a fim de apoiar as nossas operações e a sociedade.



Doenças triadas no Teste do Pezinho Ampliado



Teste do Pezinho é um direito do bebê


O primeiro grande passo para se ter saúde é respeitar o direito à prevenção, que é o principal objetivo do Teste do Pezinho. Por meio do diagnóstico precoce, é possível prevenir ou amenizar complicações que podem ser crônicas

A supervisora do nosso Serviço Jurídico Social, Luciana Stocco, explica que muitas vezes os pais deixam de levar os filhos para fazer a coleta em algumas regiões do país porque não sabem que o Teste do Pezinho é um direito da criança. “É importante frisarmos que o Teste do Pezinho Básico contempla seis doenças, é gratuito e deve ser oferecido a todos os bebês nascidos no Brasil, pois é um direito da criança, sendo disponibilizado no SUS e regulamentado pela Portaria n. 822 do MS de 6 de junho de 2001”, diz.


Segundo ela, ninguém pode negar ao bebê o direito à saúde e à vida. “É lei e deve ser cumprido. Há regiões do país, infelizmente, que nem mesmo o Teste do Pezinho Básico está sendo feito. Esse é um problema que precisa ser resolvido o quanto antes, até mesmo para assegurar que a ampliação em todo o país, como está sendo feita no município de São Paulo, seja responsável e eficiente. O Teste do Pezinho é essencial e, quanto maior o número de doenças contempladas, mais fácil será garantir o cumprimento dos direitos da criança a um desenvolvimento saudável e pleno, recebendo os acompanhamentos multidisciplinares adequados”, afirma.


Dra. Tânia Bachega, docente na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal Erros Inatos do Metabolismo (SBTEIM), reforça que a ampliação do Teste do Pezinho em todo o país deve ser responsável. Segundo ela, é preciso um esforço do poder público e da sociedade civil para assegurar esse direito aos recém-nascidos de regiões em que não há a coleta dos exames. “Não podemos deixar de atuar na situação atual da Triagem Neonatal nas regiões desfavorecidas”, diz.


Dra. Fernanda Monti, neurologista infantil e consultora em Erros Inatos do Metabolismo no nosso laborartório, explica que ainda há muita desinformação a respeito do Teste do Pezinho no país. “Além de muitos pais não saberem desse direito, ainda vemos muitas pessoas que acham que o Teste do Pezinho é um carimbo da impressão digital do pé do bebê que se faz na maternidade, mas nosso papel, acima de tudo, é esclarecer que o Teste do Pezinho é um procedimento extremamente seguro e confiável em que, por meio de poucas gotas de sangue retiradas do calcanhar do bebê, é possível se detectar um número grande de doenças para que sejam feitas as intervenções necessárias imediatamente. Há casos de doenças, como a hiperplasia adrenal congênita, por exemplo, em que a criança tem poucos dias de vida se não tratada com urgência”, explica.


“O primeiro grande passo para se ter saúde é respeitar o direito à prevenção, que é o principal objetivo do Teste do Pezinho. Por meio do diagnóstico precoce, é possível prevenir ou amenizar complicações que podem ser crônicas. Precisamos assegurar que todos os bebês tenham acesso ao Teste do Pezinho Ampliado”, finaliza.


Para saber mais sobre o Teste do Pezinho, fale conosco: [email protected]


31/05/2022 17:42IJC (Adm Conteudo)01/06/2022Sim 176
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